10/05/2026
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Dia das Mães leva famílias aos cemitérios em homenagens marcadas por saudade

O Dia das Mães foi marcado por homenagens e saudade nos cemitérios de Campo Grande. Em meio ao silêncio e às orações feitas diante dos túmulos, visitantes levam flores, limpam lápides e tentam transformar a ausência em carinho. Nem o frio e o vento que atingem a Capital neste domingo afastam os visitantes.

No cemitério Memorial Park, por exemplo, houve um instante de fé, com oração que terminou com um ato simbólico ao soltarem balões em homenagem às mães, momento que gerou muita comoção.

Emocionada, a dona de casa Leda Martins Xavier, de 67 anos, foi visitar o túmulo da sogra no Jardim da Paz. Dona Assunção morreu há dois anos, aos 104 anos, e hoje (10), completaria mais um aniversário. Em meio às lágrimas, Leda contou que sempre enxergou a sogra como uma segunda mãe.

“Eu a admiro muito. Hoje ela está me fazendo muita falta. Então eu quis vir aqui trazer uma florzinha para ela e desejar que descanse em paz”, disse.

Ao lado da esposa, o aposentado Rubens Vilacio Aguero, de 67 anos, também prestou homenagem à mãe. Único filho homem da família, ele lembrou-se da dedicação da mulher que criou os filhos praticamente sozinha.

“Hoje é um dia sagrado para a gente comemorar nossa mãe, mesmo ela já tendo partido. Ela foi uma mulher batalhadora, cuidou de todos nós, dava carinho, dava atenção. Era uma pessoa forte, dessas do tempo antigo”, relembrou.

Ao lado de 2 irmãs, a autônoma Karina Elenice, de 44 anos, foi homenagear a mãe, Tibete Eliane, que morreu há 3 meses, aos 61 anos, vítima de câncer. Karina conta que a mãe foi doméstica por muitos anos até que conseguiu abrir a própria empresa como MEI. Natural do Rio Grande do Sul, ela se mudou para Mato Grosso do Sul há 38 anos em busca de uma vida melhor para seus 5 filhos.

Sensibilizada, Karina contou que a família se mobilizou para permanecer ao lado da mãe durante os últimos meses de vida. “A gente largou tudo para cuidar dela. Minha irmã deixou a casa e o marido em Três Lagoas para ficar com ela. Eu deixei meu comércio com meu esposo e fui cuidar dela enquanto havia tempo”, relembrou.

A irmã caçula, Franciele Tabile, de 38 anos, analista de departamento pessoal, também participou da homenagem. Ela disse que as irmãs fizeram uma promessa de manter os encontros familiares que a mãe tanto valorizava.

“Ela gostava muito da Perpétuo Socorro, sempre foi muito devota. Mesmo minha irmã não sendo católica, sempre acompanhava ela”, disse.

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