26/04/2026
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Após dizer “tá tranquilo”, homem mata colega a tiros

O autor dos disparos que mataram Diego Alves dos Reis da Silva disse “tá tranquilo” antes de atirar no colega. O crime ocorreu no dia 16 de março, no bairro Vida Nova, em Campo Grande. Natthan Daniel da Silva, de 28 anos, está preso e até o momento não falou com a polícia sobre o caso.

Uma testemunha que estava com Diego no bar contou que Natthan chegou ao local falando sobre uma briga que teve com outras pessoas no centro da cidade. Ele queria aprovação dos amigos, mas Diego discordou. “Quando o Natthan chegou, ficou falando de uma briga que ele teve lá no centro e queria que a gente concordasse. O Diego discordou. Começaram a discutir, mas a gente interviu e fizemos eles conversarem lá fora”, relembrou a prima da vítima, Maria Eduarda.

Ela fez uma foto dos dois conversando e afirmou que a briga não foi por causa de mulher, como chegou a ser comentado. “Muita gente ficou falando que foi por mulher, por família, mas a única mulher que tava lá era eu, que sou prima dele”, desmentiu.

Segundo ela, depois da conversa, Natthan abraçou Diego e disse “tá tranquilo”, dando a entender que o problema tinha acabado. Todos acreditaram que o assunto estava resolvido, mas o autor voltou até a conveniência armado. Relatos indicam que Natthan foi direto em direção ao amigo e atirou. Na correria, ele acabou acertando mais duas pessoas, uma delas com estilhaços.

A mãe de Diego, Maria José Alves dos Reis, relembrou a última vez que viu o filho. “Naquele dia ele foi num almoço de família, e quando chegou falou que ia pro pagode porque no dia seguinte ele ia viajar a trabalho. Falou ‘vou ali um pouco, daqui a pouco eu volto pra arrumar minhas coisas’, e foi a última vez que eu o vi”, contou.

Ela disse ainda que depois que o filho mais velho casou, Diego assumiu a responsabilidade pela casa e pelo cuidado dos quatro irmãos menores. “Era considerado o pilar e um pai para os irmãos mais novos.”

A amiga da vítima há 12 anos, Stefani Lescano Matos, de 27 anos, afirmou que Diego era um pai presente e exemplar. “Ele tinha sonho. Estava pagando o pacote pra viajar com a filha dele pra praia. Então assim, eu não acho justo o que aconteceu, a forma como ele foi (morto)”, detalhou. A filha de Diego tem quatro anos.

A família se reuniu, fez camisetas e cartazes em memória de Diego e pedindo justiça para que Natthan continue preso. A defesa do suspeito já pediu três vezes à Justiça a liberdade dele. Todos os pedidos foram negados até o momento.

Sobre o autor: Redacao Central

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