Edivaldo Gomes dos Santos, de 31 anos, morreu após troca de tiros com policiais militares do Batalhão de Choque durante operação conjunta com a Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado). O caso ocorreu na noite de sábado (25), em Rio Verde de Mato Grosso, a 194 quilômetros de Campo Grande. De acordo com o boletim de ocorrência, ele era procurado pela Justiça e tinha mandado de prisão em aberto.
Segundo o registro policial, as equipes realizavam diligências na região desde o dia anterior, quando tentaram abordar o suspeito, conhecido pelo apelido de “Hungria”. Ao perceber a presença dos policiais, ele fugiu, abandonou uma motocicleta e entrou em uma área de rio, conseguindo escapar naquele momento.
Mais tarde, os militares receberam informações de que Edivaldo estaria escondido em uma residência no bairro Jardim Semiramis. Durante o monitoramento, os policiais o viram em frente ao imóvel, acompanhado de outras pessoas. Ao notar a aproximação da viatura, ele correu para dentro da casa.
Ainda conforme a ocorrência, um policial entrou no imóvel para localizá-lo. No interior, Edivaldo teria atirado contra a equipe. Houve revide e ele foi baleado. O homem foi socorrido com vida ao hospital municipal, mas morreu após dar entrada na unidade.
No local, a perícia apreendeu um revólver com cinco munições intactas e uma deflagrada. A arma estava com a numeração raspada, segundo o boletim. Também foi recolhida a carabina calibre .556 usada pelos policiais, como parte dos procedimentos de investigação.
Uma mulher de 24 anos foi levada para a delegacia por suspeita de favorecimento pessoal, pois teria abrigado o foragido na residência. Depois de assinar termo de compromisso, ela foi liberada.
O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado, homicídio decorrente de intervenção legal de agente do Estado e favorecimento pessoal. Este é o 28º caso de confronto com forças de segurança terminado em morte em Mato Grosso do Sul somente em 2026.
