10/08/2026
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Rondoniense detona Campo Grande: “forró só de véio e tereré sem graça”

Rondoniense detona Campo Grande: “forró só de véio e tereré sem graça”

A rondoniense Fabíola Barros de Souza, de 34 anos, virou assunto nas redes sociais após publicar um vídeo em que critica, em tom de brincadeira, alguns hábitos de Campo Grande. Entre as reclamações, ela afirmou que o forró local é “só de véio”, que o tereré é “sem graça” e que os campo-grandenses são egoístas. O conteúdo ultrapassou 20 mil visualizações e dividiu opiniões nos comentários.

Em entrevista ao Lado B, Fabíola contou que não esperava tamanha repercussão e que a intenção era apenas fazer um vídeo de humor. Ela disse que as impressões foram baseadas na primeira vez que esteve na Capital, mas que hoje já tem uma relação diferente com a cidade.

Natural de Porto Velho (RO), Fabíola é acostumada com festas que se estendem até de manhã e com um estilo de vida mais caloroso. Ao chegar em Campo Grande, sentiu falta do forró, do cuscuz com leite e até do hábito de dar bom-dia. “Aqui só toca chamamé, bailão, esses ‘trem de véio’”, reclamou.

O primeiro impacto, porém, não foi com a música. Foi com o comportamento das pessoas. “Lá em Rondônia a gente é muito espontâneo. Aqui o povo é mais na deles”, afirmou. Ela contou que se sentiu excluída no início, mas que com o tempo passou a conhecer pessoas queridas, principalmente em bingos beneficentes.

Fabíola conheceu o marido, que é de Campo Grande e motorista carreteiro, em Porto Velho. Ela largou o curso técnico de enfermagem para viver com ele no caminhão. Depois de alguns anos na estrada, decidiram se fixar na Capital, onde ele tem casa.

A adaptação ao ritmo local também teve seus desafios. Ela aprendeu a dançar bailão com a ajuda do marido e hoje diz que não fica parada quando ouve uma música. As críticas, porém, não pararam. Ela reclamou do horário das festas, que terminam cedo, e dos motoristas de aplicativo, que segundo ela não dão bom-dia.

Ao falar do tereré, Fabíola brincou que a bebida é só erva com água gelada, sem nenhum incremento. A primeira passagem dela por Campo Grande durou pouco. Ela voltou para Rondônia e só retornou há cerca de dois ou três meses.

Para resolver a falta do forró, ela já tem um plano: abrir uma casa de forró na cidade. A ideia é ter apresentações todo final de semana. Ela conta que cantava forró quando conheceu o marido e que pretende aprender teclado para tocar no novo empreendimento.

Apesar das reclamações, Fabíola diz que aprendeu a gostar de Campo Grande e da cultura local. Ela passou a compartilhar nas redes sociais as comidas e os costumes que descobre na cidade, para que amigos de Rondônia também conheçam. “A cultura eu amei. É maravilhosa”, concluiu.

Sobre o autor: Redacao Central

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