O Governo de Mato Grosso do Sul firmou uma parceria com o Google para disponibilizar o Gemini, ferramenta de inteligência artificial da empresa, para estudantes da rede pública estadual. A iniciativa coloca o estado em uma discussão sobre como preparar crianças e adolescentes para um mercado de trabalho cada vez mais digital e automatizado.
A expectativa é que a inteligência artificial auxilie os alunos em pesquisas, produção de conteúdo, organização de estudos e desenvolvimento de projetos. A ferramenta também deve permitir um aprendizado personalizado, respeitando o ritmo de cada estudante.
A chegada do Gemini às escolas públicas levanta o debate sobre como inserir a inteligência artificial no ambiente educacional sem substituir o professor. Especialistas em educação defendem que a tecnologia deve atuar como apoio pedagógico, estimulando o pensamento crítico, a criatividade e a autonomia dos alunos.
O acesso antecipado a ferramentas de IA pode reduzir desigualdades entre alunos da rede pública e estudantes que já utilizam plataformas digitais em escolas particulares. A proposta surge enquanto governos e instituições de ensino em vários países discutem a regulamentação do uso da inteligência artificial nas escolas.
Em Mato Grosso do Sul, a medida reforça a estratégia estadual de ampliar políticas de inovação e formação tecnológica para jovens. A expectativa é que o acesso ao Gemini aproxime os estudantes de áreas como ciência, programação e empreendedorismo.
Uso orientado de IA nas salas de aula
Em outra iniciativa, alunos de Mato Grosso do Sul terão uso orientado de inteligência artificial nas salas de aula. A proposta busca integrar a tecnologia ao ambiente escolar de forma planejada, com foco no aprendizado.
A ferramenta de IA deve funcionar como um apoio para que os estudantes desenvolvam habilidades digitais. O objetivo é preparar os jovens para profissões que devem ganhar força nos próximos anos, em um cenário onde a tecnologia já faz parte da rotina de universidades e empresas.
