A Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos) publicou nesta segunda-feira (25) o edital para contratar empresas que farão obras e conservação de estradas asfaltadas ou não pavimentadas na região Sul de Mato Grosso do Sul. Este é o terceiro edital do tipo, e a soma dos valores já se aproxima de R$ 1 bilhão.
Na publicação do Diário Oficial, a Agesul informou que receberá propostas de empresas no dia 12 de junho para dois lotes de obras. Um deles é de R$ 92,7 milhões e o outro de R$ 147,4 milhões, ambos destinados a estradas no sul do estado. O órgão definiu 18 grupos de estradas em cinco regiões.
O termo de referência que acompanhou o certame publicado na semana passada aponta que a contratação de empresas por lotes gera economia. Segundo o documento, essa forma “apresenta maior vantajosidade para a autarquia” por permitir “menores custos e menor onerosidade para a Administração”. O agrupamento por lotes, segundo o texto, viabiliza economia de escala na compra de insumos e na logística de transporte de materiais.
Os contratos terão duração de cerca de três anos. Para a região de Campo Grande e Bandeirantes, foi publicado edital de R$ 83 milhões cada. Ribas do Rio Pardo receberá R$ 98,6 milhões, e a maior fatia, de R$ 181 milhões, será para a região leste, em Três Lagoas. O valor total desse bloco é de R$ 446.760.107,43.
Na semana passada, foram publicados outros lotes. Eles envolvem estradas de Camapuã (R$ 97,5 milhões), Costa Rica (R$ 104 milhões) e Paranaíba (R$ 100.066 milhões). As empresas interessadas nesses lotes devem manifestar interesse no dia 10 de junho.
A Agesul fará a seleção por concorrência, buscando o melhor preço com base nos lances das empresas. O termo de referência indica que as obras fazem parte de um planejamento de R$ 1,6 bilhão em obras rodoviárias. O documento também traz um diagnóstico das estradas do estado: são 15.208,60 km no total, dos quais 5.662,10 km (37,23%) são pavimentados, 7.969,70 km (52,40%) não são pavimentados e 1.576,80 km (10,37%) estão em fase de planejamento ou projeto.
O Governo do Estado definiu as obras rodoviárias como prioridade por causa da expansão de atividades econômicas no interior, principalmente na região leste, com o crescimento do setor de celulose. Essa expansão exige logística para transportar madeira até as fábricas e aumenta o fluxo de veículos e pessoas entre as cidades.
Para atender a essa demanda, o Executivo recorreu a um empréstimo de R$ 950 milhões com o Banco do Brasil e a um recurso internacional de US$ 200 milhões junto ao Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento). Além das estradas, o governo se comprometeu a levar asfalto e recuperação de ruas a todos os municípios.
