27/05/2026
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Mercosul-UE: Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos

A falta de acordo interno sobre a divisão das cotas agrícolas do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia gerou a primeira disputa direta entre os países do bloco sul-americano. A Argentina e o Uruguai aproveitaram o critério transitório First-In, First-Out (Fifo), que libera as exportações por ordem de registro, e esgotaram integralmente as cotas isentas de tarifas para produtos como arroz e ovos no primeiro mês de vigência do tratado, iniciado em 1º de maio.

O movimento frustrou novas solicitações de licenças de exportadores brasileiros e expôs as assimetrias operacionais no início do livre-comércio transatlântico. Segundo dados divulgados por autoridades regionais na última semana, a cota anual de 6.667 toneladas de arroz destinada ao bloco para 2026 foi totalmente preenchida.

A servidora do Ministério de Economia e Finanças do Uruguai, Valeria Csukasi, detalhou em sua conta na rede social X que o país capturou 63% desse volume total, feito celebrado pelo presidente do país, Yamandú Orsi. O restante da cota de arroz foi coberto pela Argentina.

No segmento de ovos, o ministro da Desregulação e Transformação do Estado da Argentina, Federico Sturzenegger, informou que os produtores argentinos garantiram 100% da cota com preferência tarifária para o mercado europeu, além de uma fatia expressiva no mercado de mel. Segundo o ministro, o desempenho foi impulsionado pela agilidade da nova guia digital da Janela Única de Comércio Exterior (VUCE) argentina, lançada no dia 3 de maio.

Impacto no Brasil e perspectivas futuras

O esgotamento das cotas por Argentina e Uruguai acendeu um alerta no Brasil, que agora precisa buscar alternativas para garantir sua participação no acordo. Especialistas apontam que a falta de uma estratégia coordenada entre os países do Mercosul pode prejudicar a competitividade brasileira no mercado europeu.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia medidas para agilizar os processos de exportação e evitar que situações como essa se repitam. A expectativa é que novas negociações entre os países do bloco sejam realizadas para definir regras mais claras sobre a divisão das cotas agrícolas.

Sobre o autor: Redacao Central

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