29/04/2026
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Mulher é liberada, mas brasileiro que trocou tiros com policiais fica preso

O brasileiro João Rhicardo Campos Marques, de 50 anos, acusado de tentar atropelar manifestantes e trocar tiros com policiais, continua preso no Paraguai. Segundo a imprensa local, ele é pecuarista e tem uma empresa em Capitán Bado, cidade vizinha de Coronel Sapucaia, a 396 km de Campo Grande.

A esposa de João, Fabíola Matias Marques, de 51 anos, também brasileira, foi ouvida na sede do Ministério Público na quarta-feira (29) e liberada. A Promotoria entendeu que ela não teve participação direta nos atos e apenas acompanhava o marido.

A promotora Sarita Bonzi informou que João Rhicardo foi acusado de tentativa de homicídio, resistência e dano ao patrimônio do Estado por atirar na viatura policial. O pedido de prisão preventiva já foi encaminhado ao Poder Judiciário, pois o acusado poderia fugir para o Brasil. A promotora também pediu apoio às autoridades brasileiras para consultar se o suspeito tem antecedentes criminais.

O caso ocorreu no final da tarde de terça-feira (28) em frente a uma escola pública na Colônia Mariscal López, área rural de Capitán Bado. Pais de alunos da Escola San Roque bloqueavam a Rodovia PY-11 para cobrar melhorias no estabelecimento. João Rhicardo, natural de Naviraí, dirigia uma caminhonete Toyota Hilux prata e furou o bloqueio em alta velocidade.

Segundo a polícia paraguaia, o brasileiro efetuou disparos com uma pistola calibre 9 mm contra os manifestantes, que se jogaram no chão para não serem atingidos. Ninguém ficou ferido. Policiais perseguiram o veículo por cerca de 5 km até fechar a caminhonete. O condutor fez novos disparos e atingiu a traseira da viatura, dando início a uma troca de tiros.

Durante a fuga, João Rhicardo teria disparado acidentalmente contra o próprio pé e foi obrigado a parar, pois os pneus do veículo estavam estourados pelos tiros dos policiais. Ele foi levado algemado ao hospital de Capitán Bado e, após atendimento, colocado sob custódia. “Ele acelerou e arrastou várias motos e até os policiais. Depois efetuou os tiros, colocando em perigo todos os presentes, inclusive muitas crianças”, afirmou o comissário Francisco López à Rádio Urundey FM.

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