O novo título público Tesouro Reserva, lançado pelo Tesouro Direto, reacendeu a discussão sobre a melhor aplicação para a reserva de emergência. Para entender as diferenças práticas entre o Tesouro Reserva, CDBs e a poupança, foram feitas simulações com valores de R$ 50 mil e R$ 5 mil.
Em uma simulação para R$ 50 mil aplicados por um ano, considerando a Selic em 14,5% ao ano, o Tesouro Reserva renderia R$ 56.070 líquidos. Um CDB que paga 100% do CDI chegaria a R$ 56.163. A poupança, por sua vez, renderia R$ 53.085 no mesmo período, uma diferença de quase R$ 3 mil para as outras opções.
A pequena diferença entre o Tesouro Reserva e o CDB se deve à taxa de custódio de 0,20% ao ano cobrada pelo Tesouro Direto para aplicações acima de R$ 10 mil. Os CDBs não têm esse custo. Para valores menores, como R$ 5 mil, a diferença desaparece. Nesse cenário, tanto o Tesouro Reserva quanto o CDB renderiam R$ 5.616 líquidos em um ano, enquanto a poupança renderia R$ 5.308.
Apesar da rentabilidade similar em alguns casos, o Tesouro Reserva se destaca por oferecer liquidez 24 horas por dia, sete dias por semana, algo que a maioria dos CDBs não oferece. Além disso, o título tem a garantia do Tesouro Nacional, considerada o menor risco de crédito do país. Já os CDBs contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF e instituição.
