24/04/2026
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FCC expande proibição de roteadores WiFi: o que muda

A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos ampliou a lista de equipamentos de rede que não podem mais ser importados ou vendidos como novos. A proibição, que já valia para roteadores WiFi fabricados no exterior, agora inclui também dois tipos de dispositivos.

De acordo com uma atualização do guia de perguntas frequentes da FCC, divulgada pelo site PCMag, os hotspots portáteis de WiFi passaram a ser alvo da restrição. Esses aparelhos são pequenas caixas que permitem criar uma rede WiFi em qualquer lugar, usando um chip de celular para converter o sinal da rede móvel em WiFi para outros dispositivos.

A medida também se estende aos pontos de acesso fixos de quinta geração (5G). Esses equipamentos usam a rede de celular 5G para cobrir uma casa inteira com WiFi, substituindo a conexão tradicional via modem com cabo Ethernet.

Apesar da novidade, o impacto imediato deve ser pequeno para a maioria dos usuários. Usar o celular como roteador WiFi portátil continua totalmente permitido pela regulamentação.

Operadoras como a T-Mobile afirmaram ao PCMag que as regras da FCC não proíbem a venda de equipamentos de rede que já estavam disponíveis no mercado americano antes da proibição. Isso significa que roteadores aprovados anteriormente ainda podem ser comprados e usados sem problemas.

“A lista atualizada de dispositivos cobertos pela FCC não afeta nenhum roteador já aprovado”, disse um porta-voz da T-Mobile. “Clientes atuais não têm com o que se preocupar, não precisam tomar nenhuma providência e o serviço continuará funcionando normalmente, sem necessidade de troca de equipamento.”

Como muitas operadoras de internet fornecem roteadores mais antigos ou básicos, e a maioria das pessoas não troca esses aparelhos por conta própria por equipamentos mais modernos, a maior parte dos usuários de WiFi nos Estados Unidos pode nem notar os efeitos da proibição.

A restrição se torna um incômodo para usuários avançados, que buscam melhor desempenho ou mais recursos nos roteadores. A decisão do governo americano é baseada na alegação de que roteadores estrangeiros representam um risco à segurança nacional. Resta saber por quanto tempo essa posição será mantida.

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