19/06/2026
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Família Kadri vende pedreira; SP limpa área para obras

Família Kadri vende pedreira; SP limpa área para obras

A família Kadri vendeu a área onde funcionou a antiga pedreira Nasser, também conhecida como São Francisco. O terreno está localizado no quadrilátero formado pelas ruas Pernambuco, Pedro Celestino, Amazonas e a Travessa Elias Nasser. Um vídeo nas redes sociais mostrou o local “limpo”, o que despertou a curiosidade dos moradores de Campo Grande.

O espaço estava à venda desde 2023. O Campo Grande News publicou várias matérias sobre a situação do terreno, que apresentava abandono, acúmulo de lixo e problemas para quem mora perto. Em novembro do ano passado, moradores reclamaram do abandono, da falta de limpeza e das calçadas esburacadas. Também havia denúncias de que a população jogava animais mortos no local, causando mau cheiro.

Após ficar inativa na década de 80, a área teve um projeto da Construtora Santa Clara. A ideia era construir quatro torres de apartamentos com um centro de atividades no meio do terreno. A empreiteira faliu e o projeto não foi executado.

Em 2023, três empresas demonstraram interesse pela pedreira, mas o dono, empresário Mafuci Kadri, queria o pagamento exclusivamente em dinheiro, sem permuta. O advogado Omar Kadri, filho dele, informou que, por sigilo de contrato, não pode revelar qual empresa de fundo imobiliário de São Paulo comprou o terreno, avaliado em R$ 29 milhões, há cerca de 90 dias.

O engenheiro ambiental Shin Ho Rezende, responsável inicial pelas obras de limpeza e retirada de espécies invasoras, confirmou que um grupo paulista comprou a área, mas também não citou nomes. Ele disse que, a princípio, serão retiradas todas as leucenas da área, espécie hoje proibida em Campo Grande, e mantidas as demais árvores. “As árvores nativas estão sendo preservadas. Temos jacarandás, coqueiros e outros arbustos que estão sendo mantidos. O objetivo aqui é erradicar apenas as leucenas”, afirmou.

Segundo o engenheiro, especula-se que o novo proprietário pretenda construir torres residenciais no local, mantendo o perfil residencial da área. “Já estamos trabalhando no local há cerca de 25 dias e acredito que, em mais cinco dias, conseguiremos concluir e entregar o trabalho”, comentou.

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