30/05/2026
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Júri absolve acusado de execução no Danúbio Azul

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Campo Grande absolveu Gabriel Valdonado de Souza, de 27 anos, nesta sexta-feira (29). Ele era acusado de envolvimento no assassinato de Erick Luciano Santos Lopes, de 22 anos. O crime ocorreu em 1º de novembro de 2023, no bairro Danúbio Azul, região norte da capital.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Gabriel, o irmão Rafael Valdonado de Souza e o pai, Nivaldo Benjamim de Souza, estavam envolvidos na morte de Erick, conhecido como “Mega”. No dia do crime, os três teriam ido até a casa da vítima em um Peugeot 206. Gabriel e Rafael teriam entrado no imóvel e efetuado dois disparos contra o jovem.

Enquanto os irmãos estavam na residência, o pai permaneceu no carro, aguardando. Conforme o inquérito, a vítima, junto com alguns amigos, havia agredido Gabriel após o réu tentar furtar uma bicicleta. Em represália, a família teria decidido matar Erick. Ainda segundo o Ministério Público, Rafael foi quem entrou na casa armado e efetuou os disparos.

Gabriel e o pai, Nivaldo, foram presos logo após o assassinato, em uma unidade de saúde. Os dois somavam 46 passagens pela polícia. Eles permaneceram em silêncio durante o depoimento e, em 3 de novembro de 2023, tiveram a liberdade provisória concedida mediante uso de tornozeleira eletrônica.

Durante o julgamento, a defesa de Gabriel sustentou a absolvição por negativa de participação e insuficiência de provas, além de participação de menor importância e reconhecimento de privilégio por domínio da violenta emoção. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição.

Rafael Valdonado, que ficou foragido após o crime, enviou uma carta ao pai negando o assassinato. No texto, ele afirmou que não era o autor do disparo e que, ao ver o irmão ferido, foi atrás dos responsáveis, mas não encontrou ninguém. Na carta, Rafael disse que foi até o local onde “Mega” estava e recebeu ameaças. Ele alegou que não estava armado e que não sabia que a outra pessoa que o acompanhava sacou uma arma e atirou.

Em setembro de 2025, Rafael foi condenado a 14 anos de reclusão pelo assassinato de Erick.

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