O pai do homem preso por se passar por médico em São Paulo também exerceu a profissão ilegalmente, segundo a polícia. A informação foi divulgada durante as investigações sobre o caso, que ganhou repercussão após a prisão do filho.
O falso médico foi detido em um hospital particular da capital paulista. Durante as apurações, os agentes descobriram que o pai do suspeito também atuava como médico sem ter formação ou registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).
De acordo com a polícia, o pai já teria exercido a profissão de forma irregular em outras ocasiões. As autoridades agora investigam se ele também atendeu pacientes em hospitais ou clínicas da região.
O caso começou quando o filho foi flagrado aplicando uma injeção em uma mulher na rua, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Imagens feitas por câmeras de segurança mostram o momento em que ele aborda a vítima. A mulher passou mal e precisou ser socorrida.
Após a prisão do filho, a polícia encontrou documentos e materiais médicos na casa da família. As investigações indicam que os dois agiam de forma similar, enganando pacientes e aplicando procedimentos sem qualquer capacitação.
A polícia continua ouvindo testemunhas e analisando provas para identificar outras possíveis vítimas. Os dois suspeitos podem responder por exercício ilegal da medicina, estelionato e outros crimes.
O hospital onde o falso médico foi preso informou que colabora com as investigações e reforçou seus procedimentos de verificação de documentos de profissionais. A unidade de saúde também disse que revisará seus protocolos para evitar novos casos.
O caso serve de alerta para a população sobre a importância de verificar o registro de médicos no CRM antes de qualquer atendimento. A polícia recomenda que quem desconfiar de algum profissional procure a delegacia mais próxima.
Investigação segue em andamento
As autoridades ainda buscam saber há quanto tempo o pai e o filho atuavam ilegalmente. A polícia acredita que eles podem ter atendido dezenas de pessoas nos últimos meses. Novas prisões não estão descartadas.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo acompanha o caso e reforçou o trabalho de inteligência para coibir a atuação de falsos médicos no estado. A orientação é que qualquer denúncia seja feita pelo telefone 190 ou em uma delegacia.
