04/06/2026
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Araruna Fest aposta em jams e encontros para manter o rock de MS vivo

O festival Araruna Fest realiza sua segunda edição no dia 30 de maio, no Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande. A proposta do evento é ir além de um show tradicional e criar um movimento de fortalecimento da cena rock em Mato Grosso do Sul.

A programação inclui apresentações de Frejat, Bando do Velho Jack e da cantora Érica Espíndola, além de participações especiais e encontros inéditos no palco. O produtor Patrick Gontier e o baixista Marcos Yallouz, do Bando do Velho Jack, revelaram detalhes das novidades durante participação no podcast do Campo Grande News.

Patrick explicou que o festival nasceu da vontade de unir grandes nomes nacionais com artistas locais. “Não tem como trazer um grande artista e não valorizar quem faz música aqui”, afirmou. Uma das novidades será uma jam session com o relançamento da banda Metrô, sucesso dos anos 80. Érica Espíndola assumirá os vocais do grupo em quatro músicas. Campo Grande será palco do lançamento de uma música inédita da banda.

Clemente Nascimento, conhecido pelos trabalhos com Inocentes e Plebe Rude, volta ao festival após ter sofrido um rompimento da aorta na primeira edição. Ele foi socorrido pela equipe da Santa Casa de Campo Grande. “Ele chegou na Santa Casa com 10% de chance de sobreviver e um mês e meio depois saiu completamente curado”, relembrou Patrick. Clemente será o mestre de cerimônias e participará do projeto “Violões em Fúria”, um pocket show com músicas da Plebe Rude e dos Inocentes, acompanhado pelos músicos do Bando do Velho Jack.

Marcos Yallouz, fã do movimento punk brasileiro, disse que a participação ao lado de Clemente é a realização de um sonho. “Eu ia ao Circo Voador assistir o Clemente tocar. Agora vou dividir o palco com ele”, afirmou.

O festival terá gravação audiovisual dos shows para publicação no YouTube e o lançamento de uma rádio web da 93 Produções, voltada à música local. “Nós estamos começando a namorar as bandas locais para tocar na rádio”, revelou Patrick. O objetivo é ajudar artistas sul-mato-grossenses a ganhar visibilidade, em um cenário com menos espaço na mídia.

Marcos Yallouz comentou que o rock local enfrenta dificuldades para alcançar projeção maior. “A mídia é muito importante para divulgar. A época em que o bando mais cresceu foi quando tocávamos nas rádios”, disse. Ele também falou sobre como a pandemia mudou o comportamento do público, que passou a buscar mais conforto e experiências completas.

Para atender a essa demanda, o festival terá formato flexível, com abertura dos portões às 18h e atrações até depois da meia-noite. Após o show de Frejat, haverá um after de rock eletrônico dentro do espaço. “A ideia é que a pessoa possa ficar mais tempo, curtir e sair sem pegar trânsito”, explicou Patrick.

Os organizadores defenderam a importância de aproximar novas gerações do rock nacional. Patrick fez um apelo para que o público leve os filhos ao festival. “Vamos recriar esse movimento. O Araruna é um ambiente familiar”, afirmou. Ele acredita que o rock perdeu espaço entre os jovens, mas ainda há público interessado. “Quantos jovens hoje não gostam de eletrônico nem de sertanejo? Esses caras não escutam rock?”, provocou.

Marcos Yallouz relembrou histórias marcantes, como quando o Bando do Velho Jack abriu um show de Cássia Eller durante o projeto Temporadas Populares. “Ela assistiu nosso show do lado do palco e saiu usando camiseta da banda”, contou. O músico destacou o orgulho de ter ajudado a levar clássicos regionais para outras partes do país. “Tem uma geração que conheceu Trem do Pantanal pela nossa versão”, disse.

Patrick resumiu o espírito do festival: “O Araruna quer provocar emoção de verdade, não só um show plástico”. A programação completa inclui apresentações da School of Rock, Érica Espíndola, Metrô, Violões em Fúria, Bando do Velho Jack, Frejat e after eletrônico com DJ.

Sobre o autor: Redacao Central

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