O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSD), afirmou que vê com tranquilidade as denúncias envolvendo o pré-candidato Flávio Bolsonaro e sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Riedel destacou que o momento político favorece disputas de narrativa. Segundo ele, em período pré-eleitoral, qualquer fato envolvendo suspeitas acaba sendo potencializado em meio à “guerra de narrativa”, muitas vezes antes da apuração completa dos fatos. O governador disse que prefere analisar os acontecimentos com base em informações concretas, evitando discussões políticas superficiais.
Durante a entrevista, Riedel defendeu que cabe a Flávio esclarecer os fatos “com transparência e assertividade”, explicando o que ocorreu e o que ainda está em andamento. Ele também avaliou que há pessoas se aproveitando do caso para construir narrativas políticas e ressaltou que não acompanhou toda a evolução do assunto porque estava no interior do estado. Por fim, afirmou que, se a instalação de uma CPI sobre o caso Master ajudar a esclarecer os pontos levantados, ela deve ser realizada.
Em outra frente, a militante LGBTQIA+ Cris Stefanny anunciou exoneração do cargo de assessora da Prefeitura de Campo Grande. Ela alegou “esvaziamento institucional”, falta de estrutura para políticas de direitos humanos e divergências com decisões recentes da gestão. Cris afirma que havia pedido saída em março, mas permaneceu após promessa de reestruturação da área, o que, segundo diz, não ocorreu. Na nota, ela critica a Lei Municipal 7.615/2026, que restringe banheiros femininos a “mulheres biológicas”, classificando a norma como inconstitucional e contrária ao entendimento do STF sobre identidade de gênero.
O vereador Ronilço Guerreiro cobrou do secretário de Fazenda, Issac José de Araújo, dados objetivos sobre o projeto da LDO. Ele disse que esperava uma discussão menos poética e mais focada em números e possibilidades orçamentárias. Araújo respondeu que assumiu a pasta em janeiro e há esforço para equalizar receitas e despesas, mas admitiu não ter tantos números quanto o parlamentar esperava.
A Defensoria Pública vai pagar R$ 92,9 mil por mês para alugar um prédio no Centro de Campo Grande, próximo à Praça do Artesão. O contrato, publicado nesta quinta-feira (15), prevê gasto total de R$ 5,57 milhões em cinco anos. O imóvel fica na Rua Barão de Melgaço e será usado para abrigar uma unidade da Defensoria Pública estadual. O valor anual da locação chega a R$ 1,1 milhão.
O Governo de Mato Grosso do Sul liberou R$ 300 mil para ajudar na realização do 10º Campeonato de Montarias em Touros de Taquarussu, evento marcado entre os dias 14 e 17 de maio no Parque de Exposições José Modesto Dias. O Estado vai bancar mais da metade do custo do evento.
A Câmara Municipal de Tacuru teve as contas de 2024 julgadas irregulares após vereadores receberem salários acima do teto constitucional. O então presidente da Casa, Anderson Maciel Marques, recebeu multa de 50 Uferms, cerca de R$ 2,6 mil. O TCE-MS também recomendou concurso para controlador interno e cobrou mais transparência nos pagamentos e documentos da Câmara.
Um contrato emergencial firmado em 2023 para transporte escolar em Sidrolândia, no valor de quase R$ 4 milhões, foi considerado irregular após auditoria apontar veículos superlotados, falta de documentos e falhas na fiscalização. O tribunal entendeu que a prefeitura não comprovou adequadamente a situação de emergência usada para justificar a contratação sem licitação e aplicou multa ao então gestor Rodrigo Borges Basso. A Prefeitura de Sete Quedas foi alvo de apontamentos após usar contratos e credenciamentos em 2024 para manter médicos na rede pública sem concurso, envolvendo R$ 2,29 milhões do Fundo Municipal de Saúde.
Escolas da primeira infância em Paranhos apresentaram falhas elétricas, problemas sanitários e deficiência na manutenção predial durante auditoria feita entre 2021 e 2024. O TCE-MS determinou que a prefeitura faça correções urgentes. O deputado estadual João Henrique Catan (PL) oficializou o início da arrecadação para viabilizar candidatura ao governo em 2026, apostando em discurso conservador. “Eles têm a máquina. Nós temos a verdade e a força da união”, afirmou.
