Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de carga de trabalho formal. Segundo dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), referentes a 2024, o estado registrava 647.249 trabalhadores com carteira assinada. Desses, 604.407, ou 93,38%, tinham jornada de 40 horas ou mais por semana.
Outros estados do Centro-Oeste também se destacam no levantamento feito pelo Campo Grande News. Mato Grosso aparece em segundo lugar, com 92,07%, e Goiás em quarto, com 91,17%. A exceção fica por conta do Distrito Federal, que ocupa a última posição da lista, com 80,96%.
O percentual do estado também está bem acima da média nacional. Das 46.011.834 pessoas com trabalho formal no país, 40.948.644 tinham essa jornada, ou seja, 89%, praticamente 9 em cada 10 trabalhadores.
Metodologia
O levantamento foi feito com base na RAIS, considerando o ano de 2024. Foram analisados apenas os vínculos formais ativos até 31 de dezembro, o que garante um retrato consolidado do mercado de trabalho naquele momento.
A base inclui trabalhadores com carteira assinada, nos principais tipos de vínculo regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), tanto no setor privado quanto em relações com pessoa física e jurídica, em contratos determinados e indeterminados.
A partir desse recorte, o estudo identificou quantos trabalhadores têm jornada semanal igual ou superior a 40 horas. Esse grupo foi comparado ao total de vínculos formais em cada estado e no país, permitindo calcular o percentual de trabalhadores com jornada cheia.
Os resultados foram organizados por unidade da federação e ordenados do maior para o menor percentual, evidenciando as diferenças regionais na carga horária do emprego formal no Brasil. O critério permitiu comparar estados com diferentes perfis econômicos a partir de uma mesma régua de formalização e jornada.
