Micro e pequenas empresas do Simples Nacional terão que emitir nota fiscal de serviços por sistema único em todo o país a partir de 1º de setembro. A medida foi publicada pelo Comitê Gestor do regime nesta semana.
A regra obriga o uso exclusivo da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e). O sistema substituirá os modelos próprios adotados por municípios, que hoje variam conforme a cidade.
A mudança vale para microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Também inclui negócios com pedido de adesão ao Simples em análise ou que discutem enquadramento na esfera administrativa.
Na prática, as empresas deixarão de usar plataformas locais e passarão a emitir notas em ambiente unificado. O documento terá validade em todo o território nacional, independentemente do município onde o serviço for prestado.
A mudança não inclui operações com mercadorias sujeitas ao ICMS. Esses casos continuam sob regras estaduais e sistemas já utilizados pelas empresas.
Segundo o governo, a padronização busca reduzir a burocracia e facilitar o cumprimento das obrigações fiscais. Empresas que atuam em mais de uma cidade precisam lidar com diferentes sistemas e exigências.
Com o novo modelo, os dados das notas serão compartilhados automaticamente entre União, estados e municípios. A integração deve ampliar o controle das informações fiscais e melhorar o cruzamento de dados.
O sistema permitirá emissão pela internet e integração com plataformas próprias das empresas, por meio de interfaces tecnológicas. A proposta é dar mais agilidade ao processo e reduzir erros operacionais.
A mudança faz parte de um processo mais amplo de digitalização do sistema tributário.
