24/04/2026
Noticias Agoras»Notícias»Nem eu acredito, diz jovem que atropelou onça-parda

Nem eu acredito, diz jovem que atropelou onça-parda

João Marcos Lopes, de 23 anos, se envolveu em um acidente de moto com uma onça-parda na quinta-feira (23). O jovem seguia para Santa Rita do Pardo pela antiga estrada Transparaná quando o animal surgiu na pista.

Morador de Ribas do Rio Pardo, João afirmou que passou pelo trecho entre 11h40 e 12h. Ele disse que não costuma usar a rota com frequência, mas decidiu passar por ali ontem. “Por incrível que pareça, aconteceu isso de bater na onça”, relatou.

“Eu estava vindo normal, como todo mundo anda em estrada, acho que a uns 80 km/h, em uma XT 600 que tenho, e a onça pulou na frente da moto. Não deu tempo de nada, ela pulou na cara da moto mesmo”, descreveu.

O motociclista disse que, apesar de não haver vegetação densa às margens da estrada, não conseguiu ver o animal antes do impacto. “Acho que ela devia estar deitadinha ali, sei lá o que estava fazendo, mas deve ter se assustado com o barulho da moto”, afirmou.

Com a colisão, João foi lançado da moto. Ele contou que aguardou a poeira baixar para entender o que havia atingido. “Fiquei com medo lá atrás. A poeira não baixava para eu ver se era uma onça ou não. Fiquei receoso de chegar perto e ela pular em mim”, disse.

A reportagem questionou a veracidade do vídeo registrado após o acidente, mas o jovem garantiu que não se trata de montagem. “Foi verdade. Nem eu acredito, mas é verdade. Que susto foi na hora. Fiquei com medo de me machucar”, contou. Apesar do ocorrido, ele disse que pode voltar a passar pela estrada, embora com receio.

Com o impacto, a onça-parda morreu. João afirmou que não acionou a PMA (Polícia Militar Ambiental) nem outro órgão. Segundo ele, o corpo do animal permaneceu no local.

A major da PMA, Tamara de Brito Moura, informou que o órgão não recebeu acionamento sobre o caso e só teve conhecimento após contato da reportagem. “Geralmente, não fazemos o recolhimento de animal morto. A PMA só realiza retirada quando há interesse para taxidermia, não sendo nossa competência remover carcaças”, explicou.

A major acrescentou que o resgate é feito apenas quando o animal ainda está vivo. “Em rodovias, às vezes a CCR ou a PRF faz a retirada para evitar novos acidentes, mas em estrada vicinal isso não ocorre”, detalhou. Tamara também destacou que, em casos com indícios de morte intencional, a Polícia Civil pode abrir investigação.

O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) informou que não possui protocolo específico para situações como essa, mas ressaltou a importância dos registros para estudos. “A última onça atropelada foi recolhida pela UFMS”, disse, em referência a um caso registrado no sábado (19), na BR-262.

Sobre o autor: Redacao Central

Equipe que trabalha em conjunto na redação e revisão de conteúdos com atenção à qualidade editorial.

Ver todos os posts →