O extremo norueguês Andreas Schjelderup, jogador do Benfica, relembrou um convite que recusou quando tinha 15 anos de idade. A escolha, segundo o selecionador da Noruega, Stale Solbakken, poderia ter mudado o rumo da sua carreira.
Schjelderup participa atualmente no Mundial2026 pela Noruega. Em entrevista ao podcast Spillerhotellet, da Federação Norueguesa de Futebol, o jogador de 22 anos falou sobre o orgulho em representar o país. “Olhar em redor e ver o estádio repleto de adeptos noruegueses, a família e os amigos nas bancadas… Fico com arrepios só de pensar nisso”, disse.
Ele foi suplente utilizado na vitória por 4 a 1 sobre o Iraque na primeira rodada. Sobre a disputa por posição com Antonio Nusa, seu amigo, Schjelderup afirmou que os dois podem jogar juntos. “Temos características diferentes. Isso é muito bom. Sabemos que podemos jogar juntos, veremos quando acontece”, afirmou.
O extremo recordou o encontro com Stale Solbakken, que na época era treinador do Copenhaga, para decidir o futuro. “Visitei o Copenhaga aos 15 anos quando ele era o treinador. Foi muito simpático, falou comigo e com o meu pai, mas acabei por escolher o Nordsjaelland. Acho que ele ainda não superou isso”, contou.
Schjelderup brincou que Solbakken nunca superou a rejeição. O selecionador, segundo o jogador, lembra que o Copenhaga contratou Roony Bardghji, que hoje joga no Barcelona. “Ele disse-me que estaria agora no Barcelona se tivesse aceitado o convite”, assegurou.
O jogador também fez elogios a Fredrik Aursnes. “Pude conhecer mais o Aursnes e gosto da maneira como vive. É um rapaz inteligente, impecável, tem boas rotinas, calmo. Não teria stress. Deita-se cedo e acorda cedo”, apontou.
Na última temporada, Schjelderup ganhou destaque no Benfica, com dez golos e sete assistências em 43 jogos. A sua continuidade no clube, no entanto, não está garantida, com o Mundial servindo como vitrine para o jogador.
