Dois homens foram presos acusados de participar do furto de três caminhonetes Toyota Hilux em Dourados, a 251 km de Campo Grande. O músico Rodrigo Leonardo da Silva Dias, de 34 anos, e Reginaldo da Silva Barbosa, de 42 anos, natural de Minas Gerais, foram detidos pela polícia. Os furtos ocorreram na madrugada desta terça-feira (13).
Os veículos estavam estacionados em frente às casas das vítimas. Uma falha no sistema de segurança das caminhonetes, fabricadas entre 2016 e 2023, facilita a ação dos ladrões. Na Rua Mato Grosso, no Jardim Caramuru, foi levada uma Hilux branca 2022/2022. Na Rua Ciro Melo, no Centro, foi furtada uma Hilux cinza 2021/2021.
Imagens de câmera de monitoramento mostram que o arrombador levou menos de três minutos para abrir e dar partida na terceira Hilux, vermelha e ano 2016/2017, estacionada na Rua Antônio de Carvalho, na Vila Planalto. Segundo a polícia, o homem nas imagens é Reginaldo Barbosa, que veio de Minas Gerais para abrir e ligar os veículos. Depois, as caminhonetes foram entregues a motoristas que as levariam a receptadores no Paraguai.
As investigações são feitas pela Polícia Civil e pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). Três membros do grupo, que levaram os veículos para o Paraguai, continuam foragidos.
Pagodeiro preso
Rodrigo Dias, integrante de um grupo de pagode de Dourados, foi preso por policiais da Defron (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Fronteira) no BNH 4º Plano, na região sul da cidade. Ele foi localizado após a inteligência da PRF descobrir que usou um Corsa hatch azul para dar apoio aos furtos. O carro foi apreendido na casa dele.
Equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil descobriram que o homem que abria e ligava as caminhonetes seguiu para Campo Grande após os furtos e voltaria de ônibus para Minas Gerais. Na manhã de hoje, Reginaldo Barbosa, residente em Esmeraldas (MG), foi preso por policiais da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos) perto do terminal rodoviário da Capital. Com ele foi encontrado o equipamento eletrônico usado para dar partida nas caminhonetes. Ele está sendo trazido para Dourados.
De acordo com a polícia, o pagodeiro foi recrutado para apoiar os furtos por um parente que está preso na PED (Penitenciária Estadual de Dourados).
As três caminhonetes são avaliadas entre R$ 160 mil e R$ 260 mil no mercado brasileiro, mas são entregues por R$ 35 mil no Paraguai. Elas também costumam ser trocadas por droga. Cada uma vale cerca de 600 quilos de maconha.
