Moradores do Bairro Parque Atlântico, em Campo Grande, enfrentam problemas com erosão e crateras nas únicas duas vias de acesso ao local, ambas sem pavimentação. A principal queixa é sobre as condições de acesso, já que o bairro conta com apenas duas vias, ambas sem pavimentação.
A perita criminal Luciene Caetano, de 54 anos, relata que a Rua da Sereia, principal acesso ao bairro, concentra toda a enxurrada durante os dias de chuva. O problema não é recente: em fevereiro de 2025, moradores chegaram a interditar a BR-262 em protesto por melhorias.
Segundo ela, a situação se agravou após intervenção da prefeitura. “A gente fechou a rodovia e a prefeita mandou a máquina aqui. Fizeram buracos na lateral para a água entrar, mas qualquer engenheiro diria que isso piora a estrada. A água entra e vai solapando”, afirma.
A reportagem esteve no local e constatou cerca de cinco grandes crateras abertas ao lado da via principal, com acúmulo de água e montes de areia nas proximidades. Na entrada do antigo balneário, há rachaduras no solo que indicam o início de um processo erosivo.
Além das dificuldades de tráfego, os prejuízos também afetam o dia a dia dos moradores. “Não é só questão de ir e vir. Estraga o carro. Domingo, quando voltei do trabalho, um vizinho estava esperando ajuda porque outro tinha caído na valeta e precisou de guincho”, conta Luciene.
Ela afirma ainda que serviços essenciais já foram impactados. “Teve um dia de chuva em que um vizinho colocou uma senhora passando mal dentro do carro, atravessou as valetas e trouxe até um ponto onde o Corpo de Bombeiros conseguiu atender”, relata.
Em dias chuvosos, crianças da região também enfrentam dificuldades. Para conseguir acessar o transporte escolar, precisam percorrer cerca de 6 quilômetros até a entrada do bairro.
Embora os primeiros buracos tenham sido abertos pela prefeitura, a manutenção atualmente é feita pelos próprios moradores. Para Luciene, isso reflete um “mau exemplo” do poder público. “Eles passaram a máquina, mas em vez de cascalhar, abriram essas laterais. Hoje dá para ver o quanto o nível da estrada já baixou”, diz.
Apesar das críticas, há quem veja algum efeito positivo. O prestador de serviço Osmar Teixeira, de 53 anos, avalia que a medida ajudou a conter parte da enxurrada, mas reconhece falhas na execução. “Eles foram aberto para segurar a água que desce, senão estourava tudo mais abaixo. Mas fizeram errado. Faltou uma saída para a água. Do jeito que está, só tem o buraco mesmo”, afirma.
O Campo Grande News tentou contato com a prefeitura, mas não obteve retorno até a publicação do material. O espaço segue aberto para manifestações futuras.
