19/07/2026
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Crítica de Thor de Ebert erra ao julgar Thor

O crítico de cinema Roger Ebert, conhecido por suas opiniões fortes, fez uma avaliação do filme “Thor” de 2011 que muitos fãs da Marvel consideram equivocada. Em sua análise, Ebert deu ao longa apenas 1,5 estrela de 4 possíveis. Ele descreveu o filme como um fracasso como obra cinematográfica, mas um sucesso como peça de marketing.

Na crítica, Ebert afirmou que o roteiro e os personagens, incluindo o próprio Thor, interpretado por Chris Hemsworth, eram superficiais. No entanto, a declaração mais polêmica foi sobre o personagem Loki, vivido por Tom Hiddleston. Ebert escreveu que Loki era “tristemente carente de carisma” e que a revelação de que ele era o vilão era previsível. O crítico questionou se alguém se lembraria de Loki seis minutos após o filme terminar.

O tempo mostrou que Ebert estava errado. Loki se tornou um dos personagens mais amados do Universo Cinematográfico da Marvel. Diferente de muitos vilões de filmes de super-heróis, que morrem ou desaparecem, Loki continuou aparecendo. O personagem fez de Tom Hiddleston um símbolo sexual e ganhou sua própria série de TV em 2021.

A versão do Loki do cinema é diferente dos quadrinhos. Nos filmes, ele é um vilão que desperta simpatia. Ele ama sua família, especialmente o pai Odin, interpretado por Anthony Hopkins. Loki quer o trono de Asgard porque sente que foi ignorado pelo pai em favor do irmão Thor. A situação piora quando ele descobre que não é um asgardiano de verdade, mas sim um gigante de gelo de Jotunheim, abandonado quando bebê e criado por Odin.

Para Loki, a descoberta explica o suposto favoritismo de Odin por Thor. Mesmo assim, sua traição não é contra a família, mas uma tentativa de destruir Jotunheim para provar que é um verdadeiro asgardiano. Essa história de queda trágica é mais complexa do que a jornada de Thor para aprender humildade.

Em 2012, no filme “Os Vingadores”, Loki se tornou um supervilão completo. Hiddleston mostrou que sabia interpretar tanto a frieza quanto a megalomania. O público adorou o novo Loki, e a produção de “Thor: O Mundo Sombrio”, de 2013, foi alterada para dar mais tempo de tela ao personagem. Quinze anos depois, Loki ainda mantém uma legião de fãs.

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